Estudo biblico da quinta. Tema: Por que o mundo está como está? – Parte 01

Por que o mundo está como está? – Parte 01

Romanos ; Romanos

Introdução

Ao observar o comportamento das pessoas citadas no primeiro capítulo de Romanos, parece que estamos lendo as páginas de um jornal de nossa cidade. A natureza dos homens da época de Paulo é a mesma de hoje. Conquanto o homem tenha alcançado um estágio tecnológico e científico muito elevado, a sua natureza continua a mesma desde a queda, no jardim do Éden.

Paulo cita as obras daqueles homens e dos homens de hoje, para destacar a natureza pecaminosa de cada pessoa que ainda não conheceu a Jesus como Senhor e Salvador. Leia, em Romanos , a lista que o apóstolo faz dos pecados cometidos pelos homens: impiedade, perversão, injustiça (); coração insensato (); irracionalidade (); imundície (); idolatria (); lesbianismo (); homossexualismo (); injustiça, malícia, avareza, maldade, inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade, difamação (); calúnia, insolência, soberba, presunção, maldade, desobediência aos pais (); insensatez, perfídia, infidelidade, desafeição e falta de misericórdia (). Compare com outra lista que o mesmo autor faz em 2Timóteo .

Vejamos por que o homem está nesse estado de depravação moral e espiritual.

O homem tem uma natureza pecaminosa

Os três primeiros capítulos de Gênesis mostram que o homem, após ser criado, desobedeceu a Deus, herdando, em consequência, uma natureza que se inclina à prática do pecado (Rm ). Sendo assim, a natureza humana sem Deus atrai o pecado e parece natural praticá-lo (Tg ; Rm ). Mesmo uma pessoa salva tem a velha natureza.

Paulo fala de sua luta constante contra o velho homem em Romanos . Somente a morte física nos livrará dela.

O homem não teme o julgamento de Deus

Deus deve ser temido pelo homem(Sl ; 33.8; 34.9; Ap 14.7). Ele é justo e fará sobressair a Sua justiça (SI 37.6) e é inevitável que Ele mostre Sua aversão ao pecado, tanto na história quanto no julgamento final. Ele age graciosamente para salvar o pecador (Ef ), mas derrama Sua ira contra o mal (Rm ; Ef 5.6; Ap ).

John Stott define a ira de Deus como hostilidade contra o mal, uma recusa em suportar o pecado. Além disso, Seu julgamento é justo, perfeito. São ações divinas, diferentes das reações humanas, movidas pela raiva, ressentimento ou despeito.

O homem sem Cristo parece não ter convicção de que a ira de Deus o alcança agora, e que se intensificará no julgamento final (I Ts ; Rm2.5; 3.5; 5.9). Ela se revela no presente quando Ele entrega os homens obstinados em seus pecados a um processo de depravação e degeneração moral e espiritual (Rm ). E como se o julgamento de Deus já tivesse começado para os homens sem salvação, o processo cuja conclusão se dará no julgamento final. Como igreja, devemos ser fiéis, falando aos homens não só do amor e da misericórdia de Deus, mas também do inferno eterno. A Bíblia fala muito da punição dos pecadores, e devemos falar também. O próprio Senhor Jesus falou claramente da punição eterna.

Na próxima semana continuaremos com a parte 02 desse estudo.