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Estudo para EBD – 25/09/2016 – Tema: A oferta de Abraão

A oferta de Abraão

Gênesis 22.1-14

INTRODUÇÃO

O patriarca Abraão é o pai da nação israelita, e muita coisa sobre ele fornece material para excelentes estudos e mensagens. Entretanto, o episódio envolvendo o quase sacrifício de seu único filho legítimo chamado Isaque é o que mais impressiona na sua biografia.

O texto em foco registra a mais dura prova que um homem pode passar em sua vida. O âmago da prova de Abraão nos revela uma grande verdade a respeito da nossa completa entrega ao Senhor, inclusive dos nossos bens. Abraão era um homem generoso, liberal, e a seu respeito está escrito que foi o primeiro dizimista bíblico (veja Gênesis 14.20). O que o patriarca fez foi absolutamente baseado na fé, na confiança que tinha na promessa divina. Da mesma forma, quem decide cumprir sua mordomia com fidelidade, está de posse das promessas de Deus na área da provisão financeira.

PROPOSIÇÃO: Quanto maior o sacrifício envolvido na oferta, tanto maior será a recompensa.

 

I- “(…) TOMA TEU FILHO (…) ISAQUE, A QUEM AMAS, E (…) OFERECE-O” (222).

       Isaque era o filho da promessa (veja Gênesis 15.4-6; 21.12), portanto, o amado de Abraão e Sara. Isaque representava todas as expectativas e sonhos para o futuro que o idoso patriarca aspirava, era na verdade o seu maior tesouro terreno. O Salmo 127.3 reafirma que os filhos são herança que o Senhor nos concede.

       Abraão não questionou e muito menos contou a ninguém a ordem de Deus, simplesmente caminhou para o lugar predeterminado e arrumou os preparativos para o holocausto. Quem é infiel nos seus dízimos, porque não concorda com a lei do dízimo, ou porque o considera uma ordem restrita à velha aliança (veja Malaquias 3.10), ainda não entendeu nada, principalmente, pois em Cristo todos nós somos administradores de bens alheios, ou seja, somos mordomos de Deus na terra, e um dia haveremos de prestar constas de nossa administração ao próprio Senhor Jesus (Lucas 12.42-48; Mateus 25.24-30).

       Estamos diante de uma oferta que “dói”, isso mesmo, que mexe profundamente conosco. São aquelas ofertas significativas, que provavelmente acontecem uma vez na vida. Um exemplo prático do que estamos falando é o de Bamabé, que vendeu sua propriedade rural e doou todo o valor para a causa de Deus (veja Atos 5.37).

       No versículo 5, está a prova de que o ato de ofertar é uma das formas de adorarmos a Deus, e em João 4.23, Jesus afirmou que Deus está à procura de adoradores sinceros. Quando dizimamos e ofertamos alegremente, estamos por assim dizer honrando, louvando, glorificando ao Senhor (veja 2Coríntios 9.7).

II- “EIS O FOGO E A LENHA, MAS ONDE ESTÁ O CORDEIRO PARA O HOLOCAUSTO?” (V. 7).

       “Fogo” e “lenha” não eram suficientes para o sacrifício. Na verdade, não haveria sacrifício algum sem a oferta propriamente dita. Há pessoas que têm muito argumento (até fazem votos), mas que não passam de falácias, de promessas ocas que nunca serão cumpridas. Esses tais – na visão de Judas – são como nuvem sem água, fumaça sem fogo, árvore sem fruto, pastores que a si mesmo se apascentam, estrelas errantes (veja Judas 12 e 13).

       No versículo 6, está escrito que Isaque e Abraão caminhavam juntos em direção ao lugar do sacrifício. Isto aponta para uma grande verdade: o ofertante e a sua oferta são inseparáveis. Para esses, o Senhor e sua obra são prioritários, não ficam com as sobras (veja Provérbios 3.9), pois os seus dízimos e ofertas sempre encabeçam o planejamento de compromi
ssos financeiros do mês (2Coríntios 9.5).

       Aquilo que entregamos para o Senhor em sua casa não vem de nós mesmos. Em outras palavras, é o próprio Deus que supre as nossas necessidades e nos dá a condição de dizimar e ofertar liberalmente. Abraão, ao responder a pergunta de Isaque sobre o sacrifício para o holocausto, disse: “Deus proverá para si, meu filho” (v. 8; grifos do autor). O rei Davi reconhecia essa tremenda verdade, e na ocasião da construção do Templo em Jerusalém, ele declarou: “…porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra (…). Riquezas e glória vêm de ti (…). Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos. (…) toda esta abundância que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome vem da tua mão e é toda tua” (lCr 29.11,12,14,16; grifos do autor).

       No versículo 9, está escrito que Abraão e Isaque: “Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado” (grifo do autor). Abraão não podia sacrificar Isaque onde melhor lhe parecesse, havia um lugar certo. Do mesmo modo, nossos dízimos não devem ser administrados por nós mesmos, antes, devem ser entregues na tesouraria do templo (a casa do tesouro), para ser usado na manutenção deste (veja Malaquias 3.10).

 

III     – “DEUS PROVERÁ” (V. 8).

       O nome que Abraão dá ao lugar escolhido por Deus para o sacrifício de Isaque é na verdade um dos nomes do próprio Deus, e que revela detalhes do seu maravilhoso caráter. No hebraico, a expressão yhwh yireh significa literalmente “Deus verá”, mas o sentido aponta para uma tomada (antecipada) de atitude face à necessidade. Temos aqui uma indicação da doutrina da Providência de Deus, ou seja, que o Senhor cuida zelosamente dos Seus filhos (veja Gênesis 48.15), e não os desampara em um momento crítico (Jó 1.21).

       Isaque precisava de um substituto (v. 13), e aqui temos o prenúncio do sacrifício de Jesus Cristo em nosso lugar: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as cousas” (Rm 8.32). A Redenção é a maior de todas as bênçãos que o homem recebe pela fé em Jesus, mas ela também nos garante todas as demais bênçãos de que viermos precisar (Efésios 1.3).

       Seguir na mesma direção do nosso pai Abraão é o caminho para o permanente suprimento divino. Quem é provado e sai aprovado, recebe a recompensa. Deus prova ou testa a nossa fidelidade a Ele sempre que nos dá algo (Ele deu Isaque para Abraão). O patriarca não discutiu com Deus a ordem que este lhe deu, apenas obedeceu. Quem questiona, hesita e jamais oferecerá a Deus o seu melhor, mas quem obedece prontamente e oferece o “seu Isaque”, o receberá de volta com um “carneiro”.

 

CONCLUSÃO

Ao que tudo indica, o homem é mais provado na área das finanças do que a mulher (veja João 12.1-8), salvo raras exceções, talvez seja pelo fato de que o Criador o sentenciou com o dever de ser o provedor do lar (veja Gênesis 3.17-19), de qualquer forma, uma maneira de provar nosso amor ao Senhor se revela em nosso desprendimento das coisas materiais, do nosso alegre investimento no Seu reino na terra (Mateus 6.33).

 

Fonte: https://josiasmoura.wordpress.com/
 

 

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SOBRE O AUTOR:
Josias Moura de Menezes

Possui formação em Teologia,  Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção de Conteúdo Digital para Internet, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial e Jornalismo Digital, além de ser Mestre em Teologia. Dedica-se à ministração de cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor veja: 🔗Currículo – Professor Josias Moura

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