escrito por Josias Moura de Menezes
O RELACIONAMENTO COM A IGREJA
“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” (Hb .)
O relacionamento com a Igreja começa quando nós somos introduzidos ou batizados no Corpo de Cristo pelo Espírito Santo (1Co ). Quando isso acontece somos envolvidos num relacionamento de aliança que tem como base o sangue de Jesus (Mt ). Quebrar essa aliança é profanar o sangue (Hb ). É se tornar digno de morte (1Co ).
Considerando a gravidade do que foi dito acima, vamos considerar, então, as bases para o relacionamento com a Igreja:
1.A COMUNHÃO COM DEUS
Em 1 João 1.3, está escrito: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.” Não há comunhão Cristã sem “comunhão”…. “com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”. Por isso nossa introdução no Corpo de Cristo aconteceu quando nosso relacionamento com Deus passou a acontecer.
2.A TRANSPARÊNCIA, O ANDAR NA LUZ
“Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João .) Sem andarmos na luz teremos uma relação mentirosa.
3.O PERDÃO
Muitas vezes somos levianos no trato com nossos irmãos. Facilmente quebramos nossos relacionamentos. Não consideramos o preço que foi pago para sermos membros de um mesmo Corpo.
Jesus ao falar sobre relacionamento entre irmãos, em Lucas 17.3, usa a expressão “acautelai-vos”. Devemos ter cuidado nas relações interpessoais na Igreja. Do modo como tratamos os irmãos, estamos tratando o Corpo de Cristo, pois cada irmão é um membro do Corpo.
Para agradarmos a Jesus em nossos relacionamentos, precisamos de dois elementos que são fundamentais no convívio cristão: justiça e graça. Ser justo é não julgar segundo a aparência, mas segundo a reta justiça, como disse Jesus (João ). É tratar os irmãos com igualdade, sem preconceito social ou qualquer outro tipo de preconceito. Graça, é a capacidade de relevar, não levar em conta, perdoar, ir além da mera justiça, sofrer o dano (1Co ). A justiça é um padrão do Velho Testamento, mas que não pode ser esquecida no Novo. O Novo Testamento, no entanto, nos mostra que em Cristo somos capazes de transcender, como Ele fez na cruz. Somos capazes de perdoar.
4.A DISCIPLINA
A disciplina é também de extrema importância para que nós cresçamos em nossa comunhão de maneira saudável. Sem disciplina a Igreja perde sua pureza, seu compromisso com os irmãos, sua santidade, seu amor e poder. Em Lucas Jesus disse: “Acautelai-vos. Se o teu irmão pecar contra ti repreende-o.” Não podemos ignorar os pecados, nem os nossos, nem os de nossos irmãos, por isso, Jesus disse “repreende-o”.
A repreensão é somente uma das formas de disciplina. A disciplina vai desde a prevenção por meio do ensino árduo e sistemático, até a possibilidade da exclusão, quando se trata da prática de um pecado sem arrependimento (1Co ).
Para que tudo isso aconteça é necessário que “não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns”. Doutro modo, seremos desordenados em nossas relações humanas, em nossa prática de vida.
Responda a essa pergunta: há alguém que você ainda não perdoou?
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