Estudo para o encontro dos departamentos de homens, mulheres e jovens. Tema: A parábola do Oleiro
A parábola do Oleiro
Jeremias
INTRODUÇÃO
A didática de Deus é muito interessante, pois Ele usa as muitas situações do cotidiano para enfatizar alguma lição espiritual. Na figura de um fabricante de vasos de barro – muito comum na Palestina – Deus ensina ao profeta Jeremias a maravilhosa lição de Seu absoluto controle sobre tudo e todos. A soberania de Deus é uma doutrina bíblica pouco compreendida pela maioria do Seu povo.
PROPOSIÇÃO: O Senhor controla a vida do crente como bem lhe parecer.
1. DEUS TEM O MOMENTO E O LUGAR CERTO PARA FALAR CONOSCO.
O Senhor desejava falar ao profeta de uma forma inusitada. Observamos que no AT, Deus tinha várias maneiras de falar com o Seu povo: Por sonhos (Jó ) e nesse ponto José é um belo exemplo (veja Gênesis ). Pelo Urim e o Turim (1 Samuel 28.6). Por intermédio de profetas, de “boca a boca” ou diretamente, como ocorria com Moisés (Números 12.8),e até por meio de uma jumenta (Números ).
De fato, não é possível limitar a forma de Deus falar, pois, pode ocorrer por meio da pregação ou da leitura livre da Bíblia, por um lindo louvor, pelo Espírito Santo no coração do crente (veja Romanos ) etc. O certo é que Ele nunca nos deixa no ‘escuro’, sem direção, ao contrário, pois seu glorioso Espírito é o guia e o orientador eficiente que Ele nos enviou (João ; Romanos ). Nem sempre ouvimos o que queremos, mas em todos os casos, quando Deus fala, Sua Palavra não volta vazia (Isaías ,11).
O profeta teve de “descer” para ouvir Deus falar (v. 3), e isto foi uma exigência divina (v. 2). Descer neste caso tem a ver com uma mudança de postura, de pensamento, de paradigma, de atitude que muitas vezes adotamos e que está em desarmonia com a vontade de Deus. Saul, por exemplo, vivia em desobediência à Palavra do Senhor, e isto impedia que Deus lhe falasse (veja I Samuel 28.6). Quando estivermos no lugar e na posição que Deus escolheu para nós, será possível ouvirmos sua “doce voz” (IReis ,13).
2.O VASO SEMPRE É MOLDADO CONFORME A VONTADE DO OLEIRO.
A parábola do oleiro possui inúmeras figuras espirituais, dentre elas destacamos as seguintes: 1. O oleiro tipifica Deus, que toma o barro em suas mãos e dá a ele o formato que mais lhe agrada. 2. O barro aponta para o homem, a sua vulnerabilidade, transitoriedade e limitação. 3. A casa do oleiro serve muito bem para representar o templo, o lugar de culto, onde Deus fala de diversas maneiras. 4. As rodas, o instrumento de trabalho do oleiro, representam as várias situações que Deus cria para operar (ou amassar) em nossas vidas. 5. O vaso terminado é o tipo do crente em ordem, obediente, que Deus usa em Sua obra.
No momento da transformação do simples barro, num belo e útil vaso, um longo e demorado processo entra em curso, para tirar as impurezas da massa e alcançar a liga ideal, entre outras coisas.
O barro não pode “argumentar” com seu criador, apenas se conformar com o formato que ele lhe der. Isto indica que o crente em vez de maldizer a vida, ou viver o tempo todo ansioso, deveria sem delongas “entregar-se” de corpo e alma aos cuidados do Senhor (veja 1 Pedro 5.7).
Jeremias escreveu que o oleiro refez o vaso “segundo bem lhe pareceu” (v. 4), e temos aqui uma referência à sabedoria, à liberdade e à soberania de Deus. A vontade de Deus consiste em fazer de cada um de nós uma verdadeira “obra-prima” (Ef – “feitura”, poiema, no grego).
III – DEUS E O “VASO QUEBRADO”.
Quando precisamos ser refeitos? O novo nascimento nos toma instantaneamente perfeitos? (Veja Tiago ). Quais imperfeições manifestamos com freqüência? (ICoríntios ). Devemos esconder de Deus as nossas mazelas ou buscar Dele a devida restauração? Salmo .
Deus não fica imóvel diante das nossas deficiências morais. Como o oleiro que toma a “amassar” o vaso defeituoso, assim o Senhor procede para conosco. Suas medidas disciplinadoras (veja Hebreus 12.7) visam ao nosso aperfeiçoamento, correção e crescimento em Cristo. Deus usa o modelo de Cristo para “talhar” nosso caráter (2Coríntios ).
Deus não desiste do vaso imperfeito, antes, a Sua divina paciência busca novas oportunidades para “tratar” os defeitos morais de Seus filhos (veja a parábola da figueira: Lucas ).
Até que nos tomemos o que Deus planejou para nós, a Sua obra não vai parar. Sua motivação para trabalhar em nós e por intermédio de nós não corresponde a nenhum tipo de capricho humano, mas com o Seu plano, propósito e imenso amor.
CONCLUSÃO
Na parábola do oleiro, aprendemos muitas lições de importância vital, talvez a principal delas aponta para a soberania de Deus e para a nossa dependência Dele. O Senhor só se contenta com a perfeição, por isso sempre que for necessário Ele nos disciplinará, para que voltemos à posição inicial, do primeiro amor (veja Apocalipse 2.5) etc. Nossa vocação é a vontade de Deus, conformemos com isso alegremente.