ESTUDO EBD. TEMA: A COMUNHÃO DOS SANTOS–DATA: 03.11.2013

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ESTUDO BÍBLICO DA ESCOLA BIBLICA BETEL BRASILEIRO GEISEL. SITE: WWW.JOSIASMOURA.WORDPRESS.COM

A COMUNHÃO DOS SANTOS

EFESIOS 4:3-6

Entre os muitos benefícios que Cristo trou­xe a todos nós, encontra-se a comunhão existente entre os membros de seu corpo, que é a igreja. É um dos maiores resulta­dos do poder do Espírito Santo na vida da comunidade cristã. Uma comunhão que se apresenta em dois aspectos – visível e invi­sível . A certeza de que em Cristo esta co­munhão é confirmada entre os salvos, tor­na os relacionamentos interpessoais muito mais saudáveis e inspirativos.

Quando surgem desentendimentos e di­visões na igreja de Cristo e entre os seus membros, individualmente, a comunhão vi­sível pode ser quebrada, mas a invisível, ja­mais 0 será.

Apesar da abrangência do termo, pode- se dizer que “Comunhão (Koinonia) Cristã” é, como define William Barclay, em seu li­vro ‘‘Palavras Chaves no Novo Testamen­to”, “aquele vínculo que liga os cristãos uns aos outros, a Cristo e a Deus”. Assim, a partir do momento em que uma pessoa é salva e passa a fazer parte do reino de Deus, esse vínculo se estabelece entre ele e aque­les que já fazem parte desse reino.

Nestes tempos em que surgem cente­nas de denominações cristãs todos os dias em nosso país, nota-se que, cada vez mais, os cristãos se distanciam uns dos outros, vivendo um exclusivismo denominacional que ofusca completamente esta verdade maravilhosa ensinada na Bíblia e reafirma­da no Credo Apostólico

1. A COMUNHÃO RESULTA DA UNICIDADE DA IGREJA

Quando afirmamos que cremos na san­ta igreja, estamos de­clarando que cremos numa igreja cristã que é única, apesar de a mesma se apresentar através de muitos grupos denominacionais ou confessionais. Afirmamos que não há barreiras para a fé. De todos os povos, na­ções, línguas, raças, posições sociais etc., há pessoas que são chamadas à fé e pas­sam a fazer parte da igreja de Cristo. A igreja é uma só, pois a Bíblia não menciona mais de uma. Esta é uma das mais belas e im­pressionantes verdades a respeito da igre­ja, pois é unidade quanto à sua comunhão. Portanto, sendo a igreja uma só, isso sig­nifica dizer que os seus membros desfru­tam de uma comunhão entre si.

A concretização dessa comunhão só é possível pelo fato de Cristo ser o fundamen­to da unidade da igreja (Rm 12.5). O fato de existir um só Deus, um só Salvador e Senhor e um só Espírito, é evidência clara de que existe apenas uma igreja, à qual muitos são chamados para a comunhão (Mt 28.18; At 4.12; Ef4.4ss; Hb 7.27).

Em sua obra Eu e Tu, Martin Buber faz uma bela exposição sobre o relacionamen­to na comunidade cristã, quando diz: “A ver­dadeira comunidade não nasce através de pessoas que possuem simpatia umas para com as outras (embora, na verdade, tal sen­timento seja necessário), mas, primeira­mente, em estar vivendo em comunhão com o Centro vivente, e, em segundo lugar, por estar vivendo em relações mútuas um com outro. Usando a linguagem do Novo Tes­tamento, um cristão poderia dizer: um hõ- mem que tem comunhão com Deus atra­vés do Espírito, pode, também, ter comu­nhão com o seu próximo, mas é Deus quem dá e sustenta ambas. Assim, de acordo com 1João 1.3, o propósito inteiro do Evange­lho é ‘que tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo”.

É tarefa da igreja, pela ajuda indispen­sável do Espírito Santo, trabalhar para cha­mar outros à comunhão. A inclusão since­ra e verdadeira das pessoas no Corpo de Cristo, torna-as participantes dessa união, que é operada pelo Espírito Santo de Deus.

2. A COMUNHÃO É SUSTENTADA A DESPEITO DAS DIFERENÇAS

Outra importante verdade que se apren­de sobre a comunhão dos salvos é que ela é sustentada em meio às diferenças exis­tentes entre os membros do Corpo de Cris­to. Essas diferenças são observadas na vida pessoal e comunitária; entre uma igreja e outra.

Ao comparar os membros do corpo hu­mano com os membros do Corpo de Cris­to, o apóstolo Paulo expõe, com clareza, as diferenças que existem entre um membro e outro, mas todos estão ligados ao mes­mo corpo, e há uma perfeita harmonia en­tre eles (I Co 12.12-31). Uma igreja local é composta de pessoas muito diferentes en­tre si. Nela há brancos e negros, ricos e pobres, doutores e analfabetos, homens e mulheres, crianças e adultos… Mesmo as­sim, existe uma comunhão entre todos, porque essa comunhão que se estabelece é pela obra do Espírito Santo. Essa comu­nhão não é apenas de caráter humano. Mes­mo que alguns quebrem a comunhão visí­vel, a invisível permanece, a despeito das diferenças. O professor J. Robert Nelson, citando o reformador John Knox, diz que a frase “indivíduo cristão’ é, de determinada maneira, contraditória, porque o termo cris­tão pressupõe uma realidade social. Esta realidade social é a igreja, na qual a comu­nhão se manifesta em suas formas divina e humana”.

E quanto à comunhão entre as igrejas, sendo que entre uma e outra há divergên­cias sobre questões doutrinárias, litúrgicas, forma de governo etc.? Será que ela exis­te? Os cristãos se esforçam para evidenciá- la? Essas são algumas perguntas que pre­cisam ser levantadas, pois o que se obser­va é que nem sempre as igrejas estão preo­cupadas em proclamar e demonstrar que tal comunhão existe. Na teoria somos to­dos “irmãos”, membros da mesma família; porém, na prática, as coisas não aconte­cem dessa maneira. Algumas igrejas agem

em relação às outras, como se elas fossem a verdadeira “Babilônia” do Apocalipse, isto entre igrejas evangélicas. São igrejas que desenvolvem um conceito egocêntrico de vida comunitária, fé e culto.

Mesmo que a compreensão sobre a Ceia do Senhor não seja a mesma nas vári­as igrejas, e mesmo que elas insistam em não manifestar comunhão umas com as outras em torno da mesa de Cristo, não se pode quebrar tal comunhão, pois todos os cristãos participam do mesmo pão e do mesmo vinho, apesar de a ministração ser restrita a este ou àquele grupo (I Co 10.17). “Está Cristo dividido?"(I Co 15.22).

Será que as nossas atitudes em rela­ção a outros irmãos de denominações dife­rentes podem nos deixar tranqüilos quan­do dizemos: “Creio na comunhão dos San­tos”?

3. A COMUNHÃO PRECISA SER EVIDENCIADA DE FORMA VISÍVEL

Considerando que a comunhão entre os cristãos é resultado da unicidade da igreja, efetuada por Cristo e confirmada pelo Espí­rito Santo, mesmo que existam diferenças em vários aspectos, a igreja precisa, durante a sua caminhada, revelar que tal comunhão é algo concreto. Precisa demonstrar ao mundo que não é apenas teoria. A prática cristã é o que revela a existência da comu­nhão.

Jesus, na oração sacerdotal, afirma: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na uni­dade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim" (Jo 17.22,23).

A comunhão, no Novo Testamento, en­volve a idéia de compartilhar, como afirma William Barclay. Isso pode ser visto na experiência da igreja de Jerusalém. A com­preensão que eles tinham de comunhão era a de partilha para o bem-estar de todos (At 2.42-47). Era uma comunhão visível, resul­tante da comunhão espiritual que havia en­tre eles. Onde há comunhão sincera com Cristo e com o Espírito Santo, há, também, comunhão com os irmãos.

A comunhão visível entre os membros do Corpo de Cristo se dá em amor, como se observa em Efésios 4.15,16 e em I João 3.11-23. Não é possível que a comunhão seja evidenciada sem que o amor esteja presente. Se o amor não direciona os rela­cionamentos na comunidade cristã, então não há amor a Deus (I Jo 3.17; 4.20).

As várias denominações cristãs preci­sam, também, compreender o valor dessa comunhão visível. Evidentemente, não se trata de unir todas numa só, mas unir-se nos esforços para a proclamação do evan­gelho e promoção humana; no diálogo e no respeito pelas diferenças; na valorização da vida e nos propósitos comuns; no cresci­mento mútuo e fortalecimento da fé.

DISCUSSÃO

1. Como as igrejas podem demonstrar ao mundo a veracidade da sua comunhão?

2. No contexto da comunidade local, que responsabilidade assumimos ao decla­rar: “Creio na comunhão dos Santos”?

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SOBRE O AUTOR

Profº. Josias Moura

Full Stack • IA • Educação

É Pastor na cidade de João Pessoa, professor, graduado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática, com mestrado em Teologia. Atua estrategicamente como Desenvolvedor Full Stack especializado em IA, projetando e implementando soluções digitais completas — integrando camadas de front-end, back-end, bancos de dados, sistemas web, tecnologias educacionais, automações e inteligência artificial — para instituições de ensino, corporações e organizações de diversos segmentos.

Especialista em Marketing Digital, Produção de Conteúdo, Tecnologias EaD e Jornalismo Digital. Oferece mentorias, treinamentos e cursos online focados na aplicação prática de tecnologias de alto impacto na educação, na gestão de negócios e no desenvolvimento profissional.

Comentários

elizaldo bispo cabral

O brigado pelas mensagens, muito gratificantes.
elizaldo Cabral

Irmão Carlinhos

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor… devemos estudar sempre a palavra de Deus e esses estudos tem sido uma bênção, muito edificante!paz

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